O Reino Unido deu um passo histórico ao permitir a operação do primeiro escritório jurídico totalmente baseado em inteligência artificial. A autorização foi concedida pela Solicitors Regulation Authority (SRA), órgão que regula a advocacia no país, e abriu espaço para o funcionamento da Garfield.Law, empresa criada para automatizar serviços jurídicos de menor complexidade, como cobranças, notificações e disputas de baixo valor.

A proposta é simples e inovadora: tornar o acesso à justiça mais rápido e barato por meio da automação integral de atividades repetitivas. Para isso, a plataforma conta com um sistema próprio de IA treinado em bases jurídicas, capaz de redigir documentos, sugerir soluções e acompanhar casos de forma digital. Os serviços são cobrados por demanda, sem a lógica tradicional de horas trabalhadas, o que reduz custos em comparação com escritórios convencionais.

Apesar da automação, há supervisão de advogados humanos, que monitoram os processos e validam etapas sensíveis, garantindo que os princípios regulatórios sejam cumpridos — como transparência, sigilo e proteção ao cliente.

O modelo despertou atenção imediata na Europa e no mundo, trazendo novamente à tona debates sobre os riscos e as possibilidades do uso de tecnologias generativas no direito. Questões éticas, como vieses, erros da IA e limites na interpretação de casos complexos, seguem como desafios centrais.

No Brasil, o tema já começa a ser observado com cautela por especialistas, que avaliam como essa tendência pode impactar o mercado jurídico nos próximos anos.

Fonte original da notícia: Análise Editorial.
Você pode acessar a matéria completa aqui, que é a fonte original desta informação.

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