Hoje queremos compartilhar um case no qual trabalhamos essa semana e nos deixou muito impressionados e felizes com o resultado.

É comum ouvirmos sobre sobrecarga de trabalho, prazos apertados e equipes estressadas. Nesta semana, tivemos a oportunidade de presenciar e, mais importante, de transformar exatamente essa realidade em um escritório de advocacia renomado aqui de Curitiba.

Mas já quero deixar claro que esta não é apenas uma história sobre eficiência. É sobre pessoas. É sobre o momento mágico em que vimos rostos cansados se iluminarem e posturas curvadas pelo peso do trabalho se endireitar novamente.

Quando chegamos ao escritório, a tensão era palpável. Na área do contencioso, composta por 3 advogados experientes e uma equipe de apoio dedicada, encontramos o que infelizmente conhecemos bem: profissionais competentes massacrados pela operação.

O desafio estava posto: um caso complexo que demandaria análise minuciosa de grande volume de documentos (milhares de páginas, planilhas, fluxos etc), categorização de achados, estruturação de argumentos e fundamentos, além da elaboração de minuta de petição.

A estimativa inicial era de um dia inteiro de trabalho árduo, mais de 12 horas para conclusão, sendo que o trabalho já havia começado no dia anterior e com a pressão do prazo fatal para o dia seguinte.

O que mais nos impactou não foram os números ou os prazos, pois essa realidade é comum e instaurada em praticamente todos os escritórios de advocacia por onde passamos. O que nos marcou foi observar os olhares, aquela expressão de quem sabe que vai ser mais um dia correndo atrás dos prazos infinitos.

As posturas denunciavam o cansaço: ombros tensos, mãos que passavam pelo rosto em gestos de exaustão. O ambiente carregava uma energia tensa, onde cada novo pedido parecia uma gota a mais no copo já transbordando. E havia os sussurros constantes: “Não tenho tempo pra parar agora”, “preciso voltar para a minha mesa, meus prazos”, “tem mais coisa chegando”.

Essa é a realidade de muitos escritórios. Pessoas brilhantes sendo consumidas em tarefas que uma máquina poderia fazer melhor.

Nossa proposta foi simples. Vamos deixar o trabalho operacional para a IA e focar a expertise humana no que realmente importa: estratégia jurídica, análise crítica e priorização de temas.

E então começamos a trabalhar juntos.

Confesso que mesmo nós ficamos impressionados com a velocidade da transformação. Mas o que mais nos tocou não foi o cronômetro marcando o tempo economizado. Foi ver os rostos mudando. Primeiro veio a expressão de surpresa com o nível da entrega, depois a empolgação. Em seguida, algo que não esperávamos: alívio. Um alívio profundo, quase físico, de quem finalmente vê uma luz no fim do túnel.

Em apenas 1 hora e meia, conseguimos processar toda a documentação e estruturar o caso que levaria 8 horas, além disso concluimos mais dois casos adicionais para clientes distintos (que seriam mais umas 4 horas de trabalho) e liberamos a equipe para focar em atividades estratégicas de alto valor.

Mas não se iluda, sem um profissional experiente para fazer a interlocução entre o advogado e a IA Generativa, os resultados não seriam tão impressionantes. A presença de um consultor que é advogado, expert e usuário experiente de tecnologia e IA Generativa foi fundamental para o resultado obtido.

A partir da definição do contexto, base de conhecimento, prompts e etc., IA assumiu a análise inicial de documentação extensa, a categorização e estruturação de informações, a identificação de padrões e argumentos relevantes, além da formatação e organização sistemática de dados.

Tudo isso libertou os advogados para retomar o que fazem de melhor. Os advogados recuperaram a estratégia jurídica e o direcionamento do caso, voltaram a fazer validação crítica e revisão inteligente de argumentos, retomaram as decisões estratégicas sobre posicionamento e, principalmente, reconectaram-se ao ânimo de advogar.

A tecnologia não veio para substituir o humano. Veio para devolver a humanidade ao trabalho dos advogados.

Por que estamos contando esse caso?

Porque não é sobre ferramentas ou produtividade. É sobre algo muito maior, é sobre dignidade. É sobre permitir que pessoas inteligentes e capacitadas usem sua inteligência para o que estudaram a vida inteira para fazer. É sobre ver o brilho voltando aos olhos de quem escolheu o Direito por paixão, mas estava sendo sufocado pela operação.

E presenciar isso nos emocionou, de verdade.

Ver os profissionais se reconectarem com seus propósitos, lembrando-se do motivo pelo qual escolheram o Direito. Sem falar que isso ainda vai se traduzir em maior competitividade, com a capacidade de atender mais clientes com excelência genuína, pois esse foi apenas o primeiro passo do escritório.

A IA Generativa não veio para substituir advogados. Veio para devolvê-los ao que fazem de melhor: pensar juridicamente, traçar estratégias vencedoras, relacionar-se com clientes e inovar. Veio para que possam voltar a amar o que fazem.

Se você se identificou neste relato, sentiu o peso que descrevemos ou simplesmente quer descobrir como é ter sua paixão pelo Direito renovada tendo a tecnologia como aliada, nós podemos ajudar.

Aqui na ÉOS nós não oferecemos apenas consultorias de gestão ou em IA Generativa. Oferecemos a possibilidade de você voltar a se sentir realizado profissionalmente, fazendo o que sempre sonhou fazer quando decidiu ser advogado.

Autor: Jonathan Y. Nelson – Head de inovação e IA Jurídica do Grupo ÉOS

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