Capital humano

Olá! Eu sou Erika Lotz, mentora de Capital Humano da ÉOS INOVAÇÃO NA ADVOCACIA. E no tema de hoje trago algumas reflexões sobre o imperativo das mudanças na advocacia. Sabemos que as mudanças geram incômodo, nos empurram para bem longe da nossa agradável e previsível área de conforto. Sabemos também as mudanças nos obrigam muitas vezes desapegar de crenças, valores e práticas que jamais imaginaríamos ter de abrir mão. Pois é meu caro, mas existem perguntas que estão gritando aos ouvidos dos escritórios de advocacia. E por isso quero convidar a uma profunda reflexão:  quanto próximo o seu escritório está das mudanças tecnológicas? Inteligência artificial? Cognição semântica? Automação de processos? Qual o seu grau de resistência em reação as mudanças que a tecnologia tem imperativamente determinando e o qual o reflexo dessas mudanças na produtividade, rentabilidade e longevidade do seus escritório?

 

Nada é permanente exceto a mudança

Tudo está em constante transformação e isso não é novidade para ninguém. Mas o (a) doutor (a) tem observado que o mundo mudou mais nos últimos trinta anos do que nos últimos 30 séculos?

A revolução promovida pelas mudanças frenéticas vem modificando padrões de comportamentos sociais, culturais, políticos, econômicos, mercadológicos entre outros.  Heráclito, filósofo nascido em Éfeso, Turquia no ano de 535 a.C em sua profunda sabedoria afirmava que “nada é permanente, exceto a mudança”. Tudo muda o tempo todo e, portanto, a vida está em constante fluxo, movimento e transformação. Valendo-se da analogia com um rio, o pensador ilustrou a sua teoria afirmando que “ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, pois o rio já não é o mesmo e o homem já não é o mesmo”.

Então qual o problema se já é sabido que tudo muda o tempo todo? O que experimentamos agora diferente de nossos ancestrais é uma alteração no ritmo que as mudanças ocorrem.  E isso nos remete a interessante abordagem proposta na Teoria das Mudanças Aceleradas.  – A Lei dos Retornos Acelerantes (2001), de Ray  Kurzweil.

A teoria explica que, sobretudo no que tange as tecnologias, as mudanças não obedecem a uma sequencia histórica e linear e unidimensional. A mudança é exponencial. De acordo com o autor, “no século XXI, não teremos 100 anos de progresso, mas 20 mil, por conta do crescimento exponencial” o que equivale a afirmar que a mudança tecnológica é tão rápida e profunda que se configura como uma ruptura no tecido da história humana.

E o mais instigante é que segundo a Teoria das Mudanças Aceleradas podemos esperar para as próximas décadas mais profundas e ainda mais rápidas do que as que estamos vendo acontecer agora. Segundo Erik Schmidt, CEO da Google, “a cada dois dias atualmente, criamos tanta informação no mundo quanto a que foi criada do início da humanidade até 2003”. (SCHIMIDT, 2010). É de arrepiar! E você deve estar se perguntando o que isso especificamente tem a ver com seu escritório.

 

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Então pense comigo. 

O seu escritório está preparado para as mudanças impostas pelo ambiente, sobretudo pela inteligência artificial? Como conjugar tradição, com inovação? Se continuar operando nos padrões atuais estará garantindo a sustentabilidade do seu negócio? E por fim, como o seu escritório está escolhendo protagonizar as mudanças? Reativa ou praticamente?

Se minhas perguntas promoveram algum grau de inquietação,  talvez seja uma boa ideia olharmos para os seguintes pontos:

 

 

1. Não podemos deter as mudanças, mas podemos escolher como vamos reagir a elas.

Não podemos deter as mudanças. Podemos até resistir a elas, e certamente o resultado será uma enorme perda de energia e tempo. Como bem ilustra a metáfora “podem arrancar as flores, mas jamais conseguirão deter a primavera”.  Em outras palavras: mudanças sempre virão!  Ok não podemos efetivamente deter as mudanças, mas será que podemos escolher como reagir a elas?  A mudança pode ser recebida como convites para aproveitar benefícios de oportunidades. (EMERSON e STUART, 2015).

Quais convites para oportunidades o seu escritório pode estar deixando passar? O que o seu negócio pode perder se não se mantiver atento a tais oportunidades? Por outro lado o que o seu negócio pode ganhar ao identificar e aproveitar as oportunidades?

 

2. Aceitar a inevitabilidade da mudança e a transitoriedade das coisas é o primeiro passo para desenhar estratégias de mudanças

Aceitar que tudo muda e que tudo está em constante transformação é um importante passo para atuar eficazmente o processo de mudança. Uma coisa é certa, muito embora o seu escritório possa ter tradição, será que é um bom negócio acreditar que feitos do passado assegurarão a imagem e a permanência do seu escritório no futuro?

Será que os métodos, tecnologias e processos adotados anteriormente que trouxeram o escritório ao patamar atual de resultados assegura o êxito futuro? Tais inquietações estimulam ação de ordem prática no protocolo da gestão: como está o planejamento estratégico do seu escritório? Saber aonde de onde se está partindo e para aonde se deseja chegar, e pensar sobre como chegar são ingredientes vitais para gerir mudanças, seja na vida pessoal, profissional, no grupo de trabalho ou no escritório como um todo.   Como você deseja que seu escritório seja visto pelos clientes, concorrentes e fornecedores? O que é preciso fazer agora para que essa visão me manifeste no campo da realidade?

 

3. A mudança é, antes de tudo, uma jornada emocional

Mudanças geram desconforto, instabilidade e inseguranças sim! Mudanças envolvem métodos, processos tecnologias e, sobretudo pessoas. E as pessoas têm emoções. Mudanças, sejam elas involuntárias (que ocorrem independe da vontade, estão fora do controle direto de indivíduos e organizações) ou voluntárias (as planejadas, desejadas e projetadas) rompem com padrões, retiram da zona de conforto, trazem o inesperado e não raras vezes geram inseguranças e sofrimento.

A jornada emocional das mudanças evoca uma ebulição de emoções, mas quero olhar para uma especificamente: o medo.  O medo tem um papel importante, ele cumpre uma função evolutiva de identificar e afastar do perigo (real ou imaginário) de modo a para preservar a integridade do indivíduo. E aí é a questão, o medo pode paralisar. Por que o medo da mudança? As coisas como estão podem até não estar boas, mas ao menos já sabemos como agir. O script é conhecido. Quando muda somos assolados por uma enxurrada de pensamentos: será que darei conta? Meus conhecimentos e habilidades são suficientes? E se não for, perderei meu espaço e credibilidade como profissional! E assim por diante!

 

4. Os cenários mais temidos da mudança podem jamais acontecer

E aí é hora de olharmos para os fantasmas.  Fantasmas? Sim! Fantasmas! São pensamentos que antecipam cenários temidos que sequer irão acontecer!  São aquelas “tragédias” que ocorrem apenas na mente. Isso me faz lembrar monstros que eu via (ou achava que via) em baixo da cama e atrás do armário quando era criança e que fazia o sangue gelar nas veias, suar frio e o coração bater tão aceleradamente que parecia querer sair pela boca.

O lado bom da situação foi descobrir que aqueles monstros viviam apenas em minha mente e que quando ascendia a luz eles iam embora! Pensa numa maravilha de descoberta! Vamos deixar os fantasmas do armário em paz, o importante na mudança é nos mantermos atentos para escapar da armadilha de permitir que esse medo de cenários que jamais irão se realizar nos sequestre da realidade, do aqui e agora e inibam a ação de modo a evitar o cenário temido. E convenhamos a ausência de movimento em um período de mudanças aceleradas não é lá muito conveniente.

 

5. Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve

Esta afirmação de autoria do filósofo e pensador contemporâneo O Gato de Cheshire , personagem da renomada obra de Lewis Caroll: Alice no país das maravilhas . “Que caminho devo seguir”, pergunta Alice. “Se você não sabe para onde ir, qualquer cainho serve” responde o gato.  Tal passagem nos instiga na busca de objetivos claros, definidos. A ter clareza de para onde desejamos ir com nosso empreendimento, pois somente assim poderemos escolher o caminho. Em termos de gestão é fundamental definir os objetivos para desenhar as estratégias que permitirão alocar recursos, pessoas, informações de modo a atingir os objetivos almejados. E qual a mensagem? Há que se preparar o caminho!

E para planejar a mudança algumas perguntas precisam ser feitas para que se possa desenhar o “destino” – estado desejado- e o caminho a ser percorrido – como chegar lá: “o que mudar?”; “porque mudar?”; “para que mudar? “ ; “ como mudar?”; “quando mudar? “; “quem vai mudar?” ; “ quais investimentos , recursos e áreas estarão envolvidos com a mudança”? Com muita propriedade Sêneca, notável filósofo e escritor romano nascido em 4 a.C. já em seu tempo advertia que “nenhum vento é favorável para a embarcação que não sabe para onde vai”

 

Permanecer acomodado confortavelmente sobre velhos pensamentos, crenças, padrões, comportamentos, métodos, procedimentos e perspectivas é um risco elevado às pessoas e as organizações. 

Pense nisso! O presente é ponto de poder para criar o futuro. E então, o que você escolhe fazer agora?

Será que não chegou a hora de abraçar novos processos, tecnologias e metodologias e refletir, será que o trouxe o escritório até o patamar de resultados atuais assegurará o êxito, a rentabilidade e longevidade do negócio de agora para o futuro?

 

Ficou interessado?

Se trabalhar mudanças em seu escritório é algo que faz sentido para você, que tal entrar em conosco? A ÉOS tem um time de especialistas que podem contribuir para com a mudança planejada do seu escritório e ainda de quebra promover muito aprendizado e desenvolvimento ao longo do caminho!

 

Autora:

Erika Gisele Lotz é mentora de capital humano da Éos Inovação na Advocacia, trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, professora de cursos de graduação e pós-graduação e autora de diversas obras na área de desenvolvimento de pessoas nas organizações. Graduada em Administração pela Universidade Estadual de Maringá (1994), especialista em Fundamentos Estéticos para Arte-Educação pela Faculdade de Artes do Paraná (1998) e mestre em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí (2002) e pós-graduanda em Análise Neuroescritual pela Universidade do Atlântico ( 2017) , Espanha.

Possui formação em Coaching pela Coaching Foundation Skills in Coaching (2009) e Sociedade Brasileira de Coaching (2013); e Master Practitioner em Programação Neurolinguistica (2009). Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy (2018). É docente em programas de graduação e MBAs nas áreas de Gestão de Pessoas e Coaching. Autora das seguintes obras: Gestão da qualidade de vida no trabalho (2017); Recrutamento e seleção de talentos (2015); Coaching e mentoring (2014); Aprendizagem organizacional (2013); Gestão de talentos (2012) e Administração Estratégica e Planejamento (2004).

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